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Temos de definir as prioridades para construir um país rico em 20 ou 30 anos

Empresário diz que é responsabilidade de toda a sociedade aproveitar o bom momento para trabalhar pelo crescimento do país.

"Animal de barriga cheia não caça". Esta premissa resume a preocupação de Jorge Gerdau, presidente do conselho de administração da Gerdau com o Brasil que a sociedade está construindo para os próximos anos.

O temor do empresário é que o crescimento atual leve à acomodação e que o país perca a janela de oportunidades que se abriu. E que para ele não é fruto só de um trabalho interno, mas sim de uma realidade mundial.

"Estou louco para atingir pleno emprego no Brasil e não precisar

mais de salário família como o Fome Zero", diz Jorge Gerdau


"Estou louco para atingir pleno emprego no Brasil e não precisar mais de salário família como o Fome Zero", afirmou o empresário em evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham) em parceria com o jornal Valor Econômico, realizado ontem em São Paulo.

Mas vários fatores ainda impedem este desenvolvimento. Para Gerdau, o principal desafio do Brasil é estabelecer metas de crescimento que vislumbrem de fato onde o país quer chegar.

"Temos de definir as prioridades para construir um país rico em 20 ou 30 anos", afirma. E isto é uma responsabilidade não só do governo.

"Tenho a convicção de que os empresários são o maior agente social. Ninguém faz mais do que nós", afirmou.

O que não significa que o empresário esteja satisfeito com sua performance. "Tenho dúvidas sobre o legado que estamos deixando a nossos filhos e netos."

Gerdau é crítico quanto à velocidade e estratégia de expansão do país. Para ele, o crescimento do emprego depende do crescimento econômico e isto passa por dois fatores: poupança e investimento.

"E um país que tem poupança de até 20% (do PIB) não consegue crescer mais do que 2% ao ano", afirmou, ressaltando que a China tem poupança de 40%.

"O Luciano Coutinho diz que devemos buscar uma poupança de 25%, mas acho que temos de chegar a 30%", afirmou.

O empresário sabe que não é um caminho fácil, e que depende de um posicionamento estratégico que ainda não existe.

Ele diz que o país não pode continuar crescendo com base em planos de governos que são interrompidos a cada novo mandato.

"Gestão, gestão, gestão. É do que o país precisa para ser rico", afirma. "Além de competência em governança e inteligência política."


Globalização ambiental

Gerdau identifica três grandes temas que vão nortear as discussões de sustentabilidade nos próximos anos, a globalização econômica, social e ambiental.

E o tema do meio ambiente é um dos que mais desperta conflitos.

"Quero debater o problema ambiental em nível per capita e não por cota de consumo."

Como exemplo, Gerdau cita que o Brasil tem um consumo de 100 quilos de aço per capita, na China são 300 quilos per capita e na Coreia do Sul, 800 quilos per capita.

O problema é que os países com maior consumo querem reduções percentuais na produção na mesma proporção que a de países que produzem mais.

"Os países mais desenvolvidos não querem discutir o consumo per capita, querem é que continuemos com a mesma produção", afirma Gerdau. Fonte: BrasilEconomico

PAC aério não sai e capacidade de aeroportos se esgota

Com recordes de movimento de passageiros, principais aeroportos recusam voos e barram crescimento de aviação comercial.

Obras que a Infraero vem planejando há anos para desafogar e dar mais segurança aos aeroportos não saem do papel
No período de recordes sucessivos de movimento de passageiros, os principais aeroportos do país estão com capacidade esgotada, recusam voos e já não permitem crescimento de aviação comercial.


Para as agências de viagens e companhias aéreas, existe o risco de um novo apagão no setor, agora por falta de infraestrutura.


Os dados da Infraero (estatal federal responsável pelos aeroportos) apontam que o número de passageiros transportados em outubro foi 33% superior ao do mesmo mês de 2007.

Outro dado: até outubro, haviam passado pelos aeroportos da Infraero 103,744 milhões de passageiros, cerca de 9 milhões a mais do que nos dez primeiros meses de 2008.


Segundo análise da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o salto foi impulsionado pela liberdade tarifária nos voos internacionais, mas também houve a retomada econômica e o fim da crise gerada pela gripe suína, que inibiu voos no meio do ano.



Aumento


Os principais aeroportos -Congonhas, Cumbica, Brasília, Galeão, Salvador e Porto Alegre- registraram neste ano o maior número de pessoas transportadas.

Neste ano, Congonhas (zona sul de São Paulo) projeta receber 2 milhões a mais de passageiros além de sua capacidade operacional, de 12 milhões.


Em Cumbica (Guarulhos, na Grande SP), serão até o final do ano 21,5 milhões, para uma capacidade em torno de 17,5 milhões.

Brasília, que já surge como terceiro principal aeroporto do país em transporte de passageiros, viu o movimento crescer 30% em quatro anos.
Ao mesmo tempo, as obras que a Infraero vem planejando há anos para desafogar e dar mais segurança aos aeroportos jamais saem do papel. Até agosto, segundo balanço do PAC, a empresa havia investido somente 19,% do R$ 1,031 bilhão disponível -a média das estatais foi de 53%.


Com esse baixo investimento, o check-in de Congonhas, prometido para 2006, quando foi inaugurada a nova garagem, nem foi licitado. O novo terminal de Brasília, que também deveria estar pronto, é outro projeto que não saiu do papel.


O terceiro terminal no aeroporto de Cumbica, visto como essencial para reduzir o empurra-empurra, terá somente entre 70% e 80% de suas obras prontas no início de 2010, segundo depoimento do assessor especial da presidência da estatal, Jaime Caldas Parreira, na CPI do Transporte Aéreo da Assembleia Legislativa de São Paulo.



Tanto Congonhas quanto Cumbica -maior aeroporto do país- não aceitam novos voos. Juntos, eles respondem por quase 30% do movimento de passageiros no sistema da Infraero, um problema que a estatal vem tentando contornar em negociações com as companhias.
"Você chama: olha, você quer um pouco mais de conforto, ok? Vai um pouco para cá, um pouco para lá", disse Parreira, referindo-se ao deslocamento de voos para horários normalmente recusados. Com os dois maiores aeroportos do país esgotados, a solução foi desviar voos para Viracopos, em Campinas (SP), que ficou caótico. "Batemos no batente da falta de infraestrutura. Nem é preciso falar do futuro.


Já estamos com problemas graves, ficamos muito preocupados. A Copa das Confederações, que é um teste para a Copa do Mundo, é em 2013", diz Ronaldo Jenkins, diretor do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias).



Na previsão do setor, o turismo aéreo terá um crescimento de até 20% neste ano, tendência que deve se manter em 2010 e existe o temor de um apagão, diz Leonel Rossi Jr, diretor da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens).
"Nem falo da Copa.


O crescimento é muito grande e não foi acompanhado por obras. Podemos ter um apagão de superlotação dos aeroportos em um futuro bem próximo", diz

Fonte: Folha de S. Paulo

Maquiagem verde

Hoje, quando faltam 39 dias para a reunião de Copenhague, o presidente Lula vai se reunir com os ministros para discutir que meta o Brasil adotará para conter os gases de efeito estufa.

Ontem, o Ministério do Meio Ambiente divulgou a estimativa de que as emissões cresceram 31% desde 1994. Não é oficial. O Ministério da Ciência e Tecnologia não divulga os dados certos.


Esconder informação. Que triste papel para um ministério que se chama da Ciência e Tecnologia! Mas é o que o MCT tem feito. O MMA (Ministério do Meio Ambiente) pediu ajuda a vários órgãos para chegar a números sobre os quais calcular uma meta de redução das emissões, ou melhor, redução do ritmo de crescimento das emissões.

Sem saber quanto emite hoje, como calcular as metas que serão mostradas em Copenhague? Por isso, o MMA divulgou as estimativas de quanto estaria hoje, para ter ao menos um ponto de partida para projetar os cortes.

O Brasil emitia 1,5 bilhão de tonelada de carbono/ano na última medição, entre 1990 e 1994. Na verdade, a medida é "carbono equivalente", porque transforma os outros gases no equivalente em CO. Em 2007 (ano da estimativa do ministro Carlos Minc), estaria em 2,1 bilhões de toneladas. Um crescimento de 4% ao ano. Neste ritmo, se chegará a 2,8 bilhões de toneladas em 2020.

Na última reunião do presidente com ministros sobre o tema, Minc sugeriu cortar 40% do nível a que se chegará se tudo for mantido constante. Ou seja, o corte não é calculado sobre o nível atual, mas sobre o nível que estaremos em 2020 (confira no gráfico abaixo o cenário se nada for feito). E mesmo assim, algumas premissas são consideradas muito otimistas, como a do crescimento pequeno das emissões da agropecuária.

Na hora de detalhar a proposta, Minc mostrou o quanto cada setor teria que reduzir do ritmo atual: agricultura; desmatamento; energia. Quando falou que era necessário reduzir o desmatamento no Cerrado, a ministra Dilma Rousseff discordou.

— Vamos com cuidado. O cerrado é a área natural de crescimento da agropecuária — disse a ministra.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, discordou de tudo.

— Para que oferecer um corte de 40%, se um corte de 20% já nos coloca no topo? — disse.

Oferecer um corte de 20% significa limitar o nosso esforço de reduzir o desmatamento da Amazônia, e não adotar qualquer medida nas áreas de energia; agropecuária; transporte.

Mesmo assim, o número do governo parece mais bonito do que é. Um corte de 80% no desmatamento parece lindo. Mas é em relação ao nível de 1996 a 2005, que é 19.500 km de floresta destruída por ano. Hoje, já estamos em 12 mil. Ou seja, já houve 40% de queda.

A proposta é que em 2020 o Brasil desmate "só" 3.900 Km por ano. Isso significa desmatar anualmente "apenas" 3,2 vezes um território do tamanho da cidade do Rio de Janeiro. Fonte: Blog do Noblat

Ágora revisa projeções para Itaú Unibanco e Itaúsa e eleva preços-alvo das ações

A Ágora revisou as projeções de resultado e o preço-alvo do Itaú Unibanco (ITUB4) e da holding Itaúsa (ITSA4), para R$ 38,70 e R$ 11,85, respectivamente, para dezembro próximo. Os novos targets correspondem a um upside de 5,4% e 8,1%, com base nas cotações do dia 22 de outubro. A recomendação da corretora é de compra das ações.

A corretora destacou os ganhos de sinergia decorrentes da fusão entre Itaú e Unibanco no final de 2008 e afirmou acreditar em "materialização de ganhos de eficiência" nos próximos meses, além de retomada da atividade econômica no segundo semestre. Os analistas acreditam que a carteira de crédito do banco deve tomar novo impulso após queda no segundo trimestre, e também destacam a área de pequenas e médias empresas. O crédito imobiliário, que hoje representa 3% da carteira do banco, pode atingir pelo menos 10% nos próximos anos.

Premissas e projeções

A equipe de análise considerou ainda um crescimento maior do PIB brasileiro, de 5% em 2010, e também uma diminuição do nível de inadimplência a partir do terceiro trimestre deste ano. Assim, o lucro líquido do Itaú Unibanco deve chegar a R$ 10,373 milhões em 2009 e R$ 12,790 milhões em 2010. O relatório projeta ainda um aumento no patrimônio líquido de 20,58% em relação ao registrado em 2008.

No caso da Itaúsa, holding em que o Itaú Unibanco representa 93,8% dos ativos totais, foi usado o método de soma das partes do grupo para chegar ao novo preço-alvo de R$ 11,85 por ação. Fonte: UOL Economia

Saldo estrangeiro na Bovespa bate R$ 23 bilhões no ano

Até a segunda-feira, dia 19, portanto antes da vigência da tributação de 2% para o capital externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) marcava um novo recorde em investimento estrangeiro para 2009.

Com a entrada de R$ 5,01 bilhões no acumulado do mês até a segunda-feira, a soma no ano estava em R$ 23 bilhões. Com isso, o mercado brasileiro chega mais perto de recuperar todo o capital externo perdido em 2008, uma fatura negativa de R$ 24,62 bilhões.


Vale lembrar, também, que, na segunda-feira, o Ibovespa, principal índice da bolsa, fez nova máxima para o ano aos 67.239 pontos, o que representava uma alta de 9,3% no mês e um salto de 79% no ano.


Os principais motores das compras agora em outubro foram balanços trimestrais acima do esperado nos Estados Unidos e uma puxada no preço das commodities, que trouxe junto os principais ativos da Bovespa, as ações da Petrobras e Vale.


Essa trajetória atingiu uma parede na terça-feira, com o Ibovespa registrando a maior queda diária em quatro meses. O motivo das vendas foi a cobrança de IOF no ingresso de dólares para bolsa e títulos. Acontece que, já na quarta-feira, o mercado mostrou reação, com o índice tocando os 67 mil pontos, antes de fechar próximo da estabilidade. Agora, os agentes aguardam o comportamento do mercado nos próximos dias para avaliar de forma mais clara a amplitude de tal medida do governo. Os dados da Bovespa sobre o movimento dos estrangeiros também ajudará na formação desse quadro.

Voltando aos dados disponíveis sobre o fluxo, entre os dias 1º e 19 de outubro, os não residentes efetuaram compras no valor de R$ 33,591 bilhões, ou 18,74% de tudo o que foi comprado no período, enquanto as vendas somavam R$ 28,572 bilhões, o que equivale a 15,94% de todas as vendas.

Conforme observado normalmente, salvo raras exceções, quem dá entrada ao não residente é o investidor local. No mesmo período analisado, as pessoas físicas apresentavam saldo negativo de R$ 2,27 bilhões e as vendas dos investidores institucionais ultrapassavam as compras em R$ 2,87 bilhões. Fonte: Valor Online

Não existe medida mágica para conter a queda do dólar

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está pensando em novas medidas após constatar que o IOF não será suficiente para conter a desvalorização do dólar. Não existe medida mágica para isso.

Elogiei o IOF porque diante das alternativas propostas essa era dentro das regras do jogo. Pode evitar bolhas, mas não vai segurar o dólar. O dólar cai no mundo e mais no Brasil, e tem motivos.

Um motivo foi dado ontem pelo Banco Central, que manteve os juros em 8,75% ao ano. Os juros estão baixíssimos no mundo inteiro, negativos e perto do zero. No Brasil continua atraente para a renda fixa.

O dólar já está muito baixo, mas governo tem sido sábio ao evitar medidas malucas, que parecem salvação mas provocam distorções. O BC está comprando dólar. Por outro lado, aumentou o imposto.

A moeda nacional, ainda assim, continua se valorizando muito rapidamente. O governo precisa agora ter cuidado com as novas medidas para não mudar as regras do jogo e criar um câmbio artificial. Fonte: Blog da Mirian Leitão

Jornal Financial Times afirma que o Brasil se tornou "vítima do seu próprio sucesso econômico"

Em reportagem publicada nesta quarta-feira, o diário britânico "Financial Times" afirma que o Brasil é "vítima do seu próprio sucesso econômico" - razão pela qual anunciou a taxação de 2% sobre o capital estrangeiro.

Em quatro artigos dedicados ao tema em quatro seções diferentes, o jornal aposta ainda, como outros, que a iniciativa deve ser pouco eficiente no objetivo de conter a apreciação do real frente ao dólar. "O principal objetivo do governo é combater a volatilidade", diz o "FT".


O artigo mais noticioso, que ganha espaço na primeira página, afirma que, "se o governo está tentando conter o avanço estável do real em relação a outras moedas com a taxa de 2%, muitos estão céticos quanto à hipótese de dar certo".


É que, diante das boas perspectivas para o país, a atração de capital externo tem crescido a passos largos. "O Brasil se tornou vítima de sua própria resistência à crise", diz o correspondente do jornal em São Paulo.


No momento em que grande parte do mundo ainda sofre com os efeitos crônicos da recessão, o país "deu os ombros" para a crise e está "voltando rapidamente para um forte crescimento", afirma o diário.


Como explicou um analista, citado em uma segunda matéria, com a taxa o governo brasileiro "está lutando contra todo o mercado". "Todo mundo quer estar no Brasil neste momento", disse, ao jornal.


Em dois outros artigos, mais analíticos, o "FT" avalia outras razões para a apreciação do real. O jornal diz que, se tiver sido unicamente por causa da riqueza gerada - rapidamente - pela alta das commodities, há razões para impor a taxa e tentar evitar a especulação financeira.


"Por outro lado, se a força do real se dever à permanente mudança nos termos de comércio do Brasil, há pouco que o governo possa fazer. Uma taxa de câmbio sobrevalorizada pode reduzir a competitividade, mas a resposta a isso é mais produtividade."


"Pelo menos o real forte faz os brasileiros se sentirem mais ricos, um bônus político antes das eleições do ano que vem", diz o "FT". Além disso, diz o jornal, a taxa que torna menos atrativo o capital de curto prazo também torna menor a saída de recursos à medida que a recuperação econômica melhorar a atratividade de outras partes do mundo.


Para o jornal, "esta ação preventiva é um sinal promissor do amadurecimento financeiro do Brasil".


Outros jornais


Em outros jornais estrangeiros, a taxação de capital estrangeiro também ganhou destaque.


Para o americano "Wall Street Journal", a medida "sublinha a enorme demanda dos investidores por ativos brasileiros, no despertar da crise financeira global. O forte sistema bancário e a classe consumidora ajudaram a anular o efeito da desaceleração econômica, tornando a nação sul-americana um dos poucos lugares bem-sucedidos no mundo".


Nas palavras do "Cinco Días", o maior diário financeiro da Espanha, "o escolhido para os Jogos Olímpicos de 2016 está em moda, mas se recusa a se converter na próxima bolha especulativa". Para o jornal, a "disparada" do Brasil é indiscutível, mas "a entrada de divisas também tem seu lado negativo, algo que, nos últimos anos, a Islândia pôde comprovar".


O também espanhol "El País" observa que "a primeira grande crise da globalização deixa, até o momento, dois grandes ganhadores: os emergentes asiáticos e o Brasil". "Em ambos os casos o sucesso tem seus perigos", diz o jornal. "A bolsa brasileira subiu mais de 70% e o real se valorizou mais de 30% no ano: dois sinais de fortaleza, mas também de um perigoso reaquecimento."


Nas palavras do argentino "Clarín", a iniciativa do governo tem por objetivo "evitar que os investidores estrangeiros convertam o Brasil no que se define, em português, como a bola da vez, ou seja, o país do momento para os grandes ganhos oportunistas".

Fonte: Terra

TECNOLOGIA

iPhone e Mac turbinam lucro da Apple no 3º tri

DA FOLHA ONLINE

O lucro da Apple cresceu 47% no terceiro trimestre ante o mesmo período de 2008, para US$ 1,665 bilhão, impulsionado por vendas recordes de iPhones e Macintoshs.
A empresa vendeu 7,4 milhões de unidades do telefone -alta de 7%.

Já as vendas dos computadores cresceram 17% e atingiram o recorde para um trimestre de 3,05 milhões de unidades.

Venda de veículos sobe 35,75% na 1ª quinzena do mês

Os emplacamentos de veículos novos no mercado brasileiro somaram 162.320 unidades na primeira quinzena de outubro, um crescimento de 35,75% ante igual período de outubro de 2008. Comparando-se com os primeiros 15 dias de setembro deste ano, houve alta de 19,41% nas vendas, segundo informou hoje a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Os dados incluem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.


Levando-se em conta o desempenho de todos os segmentos analisados pela Fenabrave, que inclui ainda motos e implementos rodoviários, o setor automotivo vendeu 238.881 unidades na primeira quinzena de outubro, com elevação de 18,17% sobre os 15 dias iniciais de outubro de 2008 e de 12,66% ante setembro deste ano.


Considerando apenas automóveis e comerciais leves, as vendas subiram 38,26% ante outubro de 2008, para 155.670 unidades. Em relação à primeira quinzena de setembro deste ano, houve alta de 19,66% no número de emplacamentos. Já a venda de caminhões e ônibus, com 6.650 unidades na primeira quinzena de outubro, recuou 4,73% na comparação anual, embora tenha subido 13,85% na base mensal.


Segundo a Fenabrave, nos primeiros quinze dias de outubro foram vendidas 71.864 motocicletas, baixa de 8,10% ante intervalo correspondente de outubro de 2008 e decréscimo de 0,09% ante o mês passado. As vendas de implementos rodoviários somaram 1.983 unidades neste mês, o que indica um declínio de 13,18% sobre os 15 primeiros dias de outubro de 2008. No entanto, na comparação com setembro passado, foi registrada alta de 18,25%.

Fonte: Veja


Ibovespa fechou o dia valendo 2,88% menos, aos 65.303 pontos

O pregão de terça-feira foi um ponto fora da curva na trajetória dos últimos quatro meses na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com todos os 63 ativos em baixa, o Ibovespa fechou o dia valendo 2,88% menos, aos 65.303 pontos, marcando a maior perda diária desde 22 de junho, quando caiu 3,66%. O volume de R$ 8,92 bilhões foi o maior desde 2 de maio de 2008 para dias sem vencimento de opções e índice futuro.


Segundo o gerente de operações da UM Investimentos, Rodrigo Silveira, a taxa de 2% sobre o investimento externo em ações e títulos serviu de gatilho para uma realização de lucros que o mercado vinha esperando há algum tempo.


" É uma reação natural e sem surpresa " , diz o especialista, ressaltando que o índice ainda defende a linha dos 65 mil pontos, o que representa uma alta de 74% no acumulado de 2009.


De acordo com o especialista, o principal efeito adverso da medida é somar incerteza ao investimento externo, que responde por grande parte das ofertas de ações no mercado primário e por mais de 35% das negociações diárias da bolsa. " A grande dificuldade para o gringo é a mudança das regras no meio do jogo. "


No entanto, pondera Silveira, isso não quer dizer que os estrangeiros vão parar de comprar. Para o investidor de longo prazo, 2% não faz grande diferença. A questão é como reagirá o chamado capital especulativo. " O mercado tem de digerir a novidade por alguns dias. "


Outra implicação da medida, de acordo com o gerente, é a perda de atratividade de operações no mercado local com empresas que possuem recibos de ação (ADRs) negociados em Nova York. Para o não residente, é melhor comprar os ativos lá do que mandar recursos para o Brasil e efetuar os negócios por aqui.


Com um enfoque mais econômico da medida, o sócio da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, aponta que o IOF não pune o estrangeiro, apenas visa dar ao Brasil uma salvaguarda para o investimento. " A medida do governo não visa o mercado financeiro, mira o Brasil produtivo " , explica.


Segundo o especialista, o Brasil precisa de competitividade imediata e o câmbio é uma das formas de se obter isso. O especialista está ciente de que questão é mais complexa, mas cuidar de infraestrutura e reformas toma décadas e o país não pode abrir mão de medidas de resultado mais imediato.


" Não era justo expor a economia da forma como ela estava exposta. O setor produtivo não pode ser penalizado por esse movimento internacional do câmbio. O governo tem que equalizar a especulação " , explica.


Pelo lado financeiro, Daoud sustenta que o investimento que entra no país tem mais caráter especulativo do que produtivo. " Que razão econômica existe para a bolsa subir 70%? " , questiona o especialista, apontando que esse fluxo de recursos vinha buscar proteção no mercado brasileiro. " O Brasil era um hedge do mundo contra a desvalorização do dólar " , disse.


A sinalização mais importante da medida, segundo o especialista, é a de que o governo não vai permitir que a moeda se valorize via especulação. " Fora isso, o governo também não vai permitir transferência de empregos em ano de eleição " , conclui.

De volta ao pregão, a ação ON da BM & FBovespa liderou o volume negociado, movimentando mais de R$ 1,15 bilhão, mas também puxou as perdas entre os ativos listados, ao perder 8,41%, para R$ 12,41. O papel sofre com a preocupação com uma possível transferência de liquidez do mercado local para o externo.


Os carros-chefe também caíram forte. Vale PNA movimentou quase R$ 1 bilhão e caiu 2,17%, a R$ 40,50. Petrobras PN devolveu 2,30%, a R$ 36,50. Entre as siderúrgicas, Gerdau PN cedeu 2,08%, a R$ 29,18.

Entre os bancos, Itaú Unibanco PN devolveu 1,94%, a R$ 36,30, Bradesco PN recuou 2,51%, negociado a R$ 36,00, e Banco do Brasil ON teve baixa 3,05%, a R$ 30,43. Fora do índice, as units do Santander recuaram 2,97%, a R$ 22,79.


No setor de construção Cyrela ON perdeu 6,22%, a R$ 25,32. A empresa está com oferta de ações encaminhada e a restrição ao investimento externo pode diminuir o apetite do estrangeiro.


Mas tal problema não parece exclusividade da Cyrela. CCR Rodovias ON, que está em fase de precificação das ações, perdeu 5,61%, para R$ 33,60. Fora do índice, Brookfield ON, que apresenta o preço de venda dos novos papéis ainda hoje, afundou 6,53%, para R$ 7,01. Destoando, Iguatemi, que também está vendendo papéis, perdeu apenas 0,32%, a R$ 30,90.

Fonte: Valor Online

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